
Bira (com camisa azul) ao lado da esposa Nia (camisa preta), durante o II Encontro Caminhos para o Espiritismo
Leo:
Hoje, dia 11 de junho de 2010, desencarnou nosso amigo de caminhada Ubirajara Neves.
Apresentado pela Zilma, conheci o amigo Bira através dos contatos para trazer Wladymir Sanches para o I Encontro Caminhos para o Espiritismo, no final do ano de 2007. Lembro-me como se fosse hoje, quando o conheci pessoalmente, com seus cabelos grizalhos, sorriso modesto e olhar firme, de aparência fragil e andar calmo, trazendo o Wladymir para conhecer, na noite de sexta-feira, o local do encontro com o Wladymir.
Poucos meses depois, o Bira e família mudaram-se de Campos do Jordão para Ribeirão Preto e deu-nos o prazer de oferecer-se para participar da Associação Caminhos. Com entusiasmo indestrutível na proposta do Caminhos, assumiu em 2009 a secretaria da Associação. Presente a todas as reuniões, foi membro sempre disposto e confiante em nossos sucessos, convicto de que realizavamos um trabalho valoroso para a sociedade.
Tornou-se membro do grupo mediúnico que participo na Associação de Costura Meimei. Lembrarei das várias vezes que chegava vestindo a camisa do Caminhos.
Lembro-me de sua companhia em uma viagem que fizemos juntos para uma palestra em Rio Claro. Durante a viagem contou-me das doenças em sua vida, uma história de superações. Demonstrou-me resignação com as doenças e fé inabalável no futuro.
A última vez que conversamos foi durante o II Encontro Caminhos, nos dias 29 e 30 de maio. Trabalhou na recepção e na equipe de apoio em várias conferências. Em algumas atividades sentou-se na platéia, junto de sua esposa e nossa amiga Nia, para aproveitar ao máximo temas que lhe interessavam intensamente. Ao final do encontro, animado, já me provocava ao trabalho: “agora é começar a programar o próximo”.
Poucos dias após o encontro, precisou ser operado de urgência, não retornando mais a sua casa. Foram mais de 30 dias de cuidados intensivos. Dias em que a família viveu a agonia da proximidade do inevitável.
Sua esposa e seu filho Rodrigo sempre nos transmitiram a preocupação tranquila de pessoas que souberam aceitar os limites das forças humanas e consolarem-se com a Dourina Espírita. Que esta serenidade continue e ilumine as soluções dos novos desafios.
Neste momento, em que sentimos a primeira baixa na curta história de vida do Caminhos, vibramos com alegria a honra de tê-lo conhecido e compartilhado sonhos e conquistas nesta vida. Que sua passagem seja tranquila e seu despertar revigorante. Esperamos que ele possa nos dar a honra de nos visitar novamente, como fez em 2008, e continuar colaborando em nossa caminhada.
Ao amigo Bira, com carinho, minha admiração e amizade, minha e de tantos caminhantes.
Eliane:
E foi assim como disse o Leo, que nosso amigo entrou em nossas vidas. Sereno, calmo, calado, sorridente, de olhos brilhantes, sempre bem disposto para o trabalho. Dividimos com ele as decisões necessárias para realizarmos nossos encontros e fóruns, depois o víamos embalando kits, recepcionando, abraçando e amando o momento, e sempre ao seu lado, ali, firme e também serena, estava Nia, sua força, sua razão e seu amor.
Sentiremos falta de sua presença, mas sabendo de sua presença brilhante em nossos corações; mas, quando der, caro amigo, mande um recado, e aí vai para vc uma canção com coração, que ela possa embalar o seu recomeço.
CANÇÃO DA AMÉRICA (Milton Nascimento)
Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir
Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou
Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam “não”
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração
Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.
Edegar:
Nos solidarizamos ao amigo e família, rogando que Deus ampare a todos e que seja Jesus o ícone da imortalidade em todos os corações.
Silvia:
O Bira com certeza jamais morrerá em nossos corações.
Vai Bira,vai…em paz com o Pai amado, muda de endereço, mas não esqueçe:
de vez em quando manda um recado!
Sandra Diniz:
Bira, descanse em paz e siga seu caminho de luz….pois aqui na terra você foi uma grande inspiração para muitos …
Paulo Albano:
Renovamos a nossa comprensao da Lei Universal de Deus. Nosso reino não é desse mundo. Preces para o nosso irmão e para a família.
Otaciro:
Caros amigos,
Perdemos a presença física deste amigo querido, mas ganhamos um amigo na patria espiritual.
Apaga-se uma lampadinha na terra e acende uma no infinito de Deus…..
Sentiremos falta de sua companhia fisica ….
Que nossos sentimentos fortaleça o coração dos que conviviam cotidianamente com ele para suprir a imensa saudade que fica…
Até breve Bira……
Marcos Papa:
No livro “Depois da Morte”, Leon Dennis diz que “a dor da separação é aliviada pela alegria dos reencontros”.
É o que desejamos ao nosso querido Bira.
Aos que ficam, digo que essa ausência fará brotar algo novo no terreno do coração de cada um. Os ventos do amor de Deus não param de soprar.
O que vem depois da morte é a Vida, pra quem vai e pra quem fica!
Mayko:
Bira meu Amigo, Um beijo Enorme no Coração e na Alma ,
Muito Agradecido por ter-lhe reencontrado !!!
Com todo Carinho e até já…
Má:
A notícia da internação do Bira e sua entrada no CTI, há mais que 1 mês, me pegou de surpresa na ocasião.
Só naquele momento tomei consciência que nada sabia sobre sua doença, seus sofrimentos e possíveis limitações.
O Bira sempre foi muito discreto sobre sua pessoa e suas dificuldades.
Menos que 3 dias antes de sua internação, estávamos juntos no Encontro Caminhos, contando com o apoio e a participação ativa dele de modo ininterrupto. Ele colaborou na recepção aos participantes, no apoio de sala e foi coordenador de uma palestra do Encontro, tendo nos acompanhado ainda em duas vistorias às Faculdades COC durante as negociações com aquela instituição e membro assíduo das reuniões prévias para organização do Encontro.
Desde quando assumiu as secretaria da Associação Caminhos para o Espiritismo, vinha com muito esmero e carinho colocando em ordem nossos registros, atas, listas de presença e documentações.
Eu o conheci no I Encontro (2008), quando acompanhava o palestrante convidado Wlademyr Sanches.
Após acertar ”o novo ritmo de vida” devido à mudança de residência para Ribeirão Preto, começou a participar de nosso grupo mediúnico às terças-feiras na MEIMEI e nosso relacionamento se tornou mais próximo.
O Bira foi uma pessoa cândida, de relacionamento fácil e fraterno. Perspicaz e agudo em suas observações psicológicas, muitas vezes eu me admirava vendo-o praticar o silêncio e a paciência. Mesmo nos momentos mais exaltados de nossos conflitos com a USE local, ele manteve-se ponderado, lúcido e analítico (capaz de comentários enriquecidos com a sabedoria das próprias experiências) sem perder o espírito fraterno e solidário.
Sinceramente, jamais o vi fazer acusações injustas tanto em conversas públicas quanto nos colóquios mais íntimos.
O Bira sempre nos foi um amigo muito fiel, trabalhador e apoio seguro.
Com a clarividência e a fé quanto à necessidade do exercício da alteridade e do perdão, só posso qualificá-lo como um espírita convicto e decidido.
Se, por ventura, ele tenha passado despercebido aos olhos de alguns de vocês, seguramente, isto se deve à humildade manifesta de seu caráter que tornou tão singelo este Espírito fervoroso nitidamente consciente de sua capacidade intelectual e criativa.
Grande abraço (já muito saudoso), meu amigo Bira!
Silvia:
Se consigo, quando lembro e relembro todos esses fatos narrados do pouco tempo em que o Bira esteve junto de nós é que não porque desencarnado, mas desde sempre ele foi e será como o Má disse UM ESPÍRITA, que se vê pelas suas ações, essas que não ficarão só por aqui.
Sentirei sua falta, principalmente da sua mansidão frente à minha ansiedade, como secretária junto dele nos Caminhos.
Quem sabe, diante desse vazio momentâneo, a gente aprende a ser um pouco como você!
Até um dia!
Cristina:
Bira…todas as vezes que tive o privilégio da sua companhia em nossas reuniões do caminhos, nos fóruns e no próprio encontro me foram muito gratificantes.
Obrigada pela sua candura e exemplos de paciência e equilíbrio, além da competência em tudo que o se propunha realizar para o Caminhos.
De um coração saudoso.
Nilza:
Bira A afabilidade é uma caractística que você cultivou nessa vida e que com certeza levou com você para a espiritualidade. Até um dia para novas conversas e novas trocas de livros. Com carinho
Dermeval Carinhana Júnior (amigo do Caminhos desde sua fundação):
Evidentemente, trata-se de mais um passo na vida de nosso amigo.
Contudo, gostaria de deixar registrado meu reconhecimento pelo carinho e atenção que recebi nas vezes que estivemos juntos durante essa etapa que se completou.
Agradecemos,
A todos do Caminhos para o Espiritismo!
Pelas Preces feitas para o Bira e família!
Pela amizade dedicada a ele!
Pelo Carinho das mensagens!
Vocês estarão sempre em nossos corações!
Que Deus abençoe a todos!
Nia, Marcelo e Rodrigo